Diagrama ilustrativo · cinco fases encadeáveis sob um comando só; a fase CAPTURAR é o que torna a skill auto-melhorante.
🎷 O que é uma mega-skill
A maioria das skills resolve uma tarefa: gerar um itinerário, revisar um workflow, auditar um site. Uma mega-skill faz outra coisa — ela costura várias fases de um trabalho complexo sob um único ponto de entrada. Você diz uma frase e a skill conduz pesquisa, proposta, marca e operação como se fosse um pipeline.
🎯 A definição
A Improvised Intelligence se define como um motor unificado que leva um negócio de "prospecto frio" a "cliente totalmente operacionalizado" — com captura de fluxo de trabalho em cada etapa. Ela orquestra quatro fases interconectadas e uma quinta que observa tudo:
- •PROSPECT — inteligência competitiva e pesquisa de mercado sobre o alvo.
- •PITCH — uma proposta personalizada com 5 entregáveis que fecham o negócio.
- •BRAND — criação guiada de um brand book em 8 fases.
- •OPERATE — um time de agentes de IA que toca a operação contínua.
- •CAPTURE — detecta padrões repetíveis e gera novas skills a partir do trabalho concluído.
💡 Dica prática
A mega-skill não nasce grande de propósito. Ela cresce quando você percebe que várias skills suas sempre rodam na mesma ordem. Em vez de chamar três skills em sequência toda vez, você as junta sob um comando e uma tabela de detecção de fase. Tamanho não é o objetivo — eliminar a coordenação manual é.
Um comando entra, a skill decide o caminho.
Rodam em sequência ou isoladas.
O pedido escolhe a fase.
O fluxo vira skill nova.
🧠 Benefício 1: substitui um fluxo de agência
O primeiro benefício é o mais visível: a skill substitui um fluxo de trabalho de agência inteiro — research, pitch, estratégia de marca e operações de IA — em uma única cadeia de comandos. O que normalmente passaria por várias pessoas e várias ferramentas acontece sob frases simples.
| Você diz | O que a skill produz |
|---|---|
| pitch [empresa] | Pesquisa o negócio, acha concorrentes, monta landing personalizada, 3 PDFs e um roteiro de vídeo. |
| build brand book for [cliente] | Conduz 8 fases guiadas e produz um sistema de identidade de marca completo. |
| build my agent system | Arquiteta um time multi-agente com memória, regras de escalonamento e um COO que se audita. |
✓ Por que isso é forte
- ✓Um pedido aciona um pipeline de entregáveis coerentes entre si.
- ✓A pesquisa da fase 1 alimenta o pitch da fase 2 — nada se perde.
- ✓A marca da fase 3 vira a base de voz das operações da fase 4.
✗ O que evitar ao copiar
- ✗Tentar gerar os 5 entregáveis sem fazer a pesquisa primeiro.
- ✗Encadear fases que não compartilham contexto — vira só um menu de tarefas.
- ✗Usar placeholders genéricos em vez do negócio real do cliente.
Dossiê do alvo.
5 entregáveis.
8 fases guiadas.
Time de agentes.
📈 Benefício 2: fica mais esperta a cada sessão
O segundo benefício é o mais interessante para quem estuda arquitetura de skills: a Improvised Intelligence fica mais esperta a cada sessão. Um detector embutido — o Workflow Spotter — captura o que você faz e transforma em skills reutilizáveis.
🔎 Quando o Spotter dispara
Ele avalia "vale virar skill?" quando QUALQUER um destes acontece:
- • 10+ idas e vindas num único projeto
- • 5+ chamadas de ferramenta para um mesmo resultado
- • 3+ arquivos de saída criados
- • Um arco completo Pesquisa → Análise → Criação → Entrega
- • O usuário diz "vamos fazer isso de novo" ou "pra próxima vez"
O checklist de detecção
Antes de sugerir uma skill, a própria skill se pergunta — se 3+ marcam, ela oferece:
□ Foi mais do que um Q&A simples?
□ Envolveu 3+ fases distintas?
□ Foram criados artefatos reutilizáveis?
□ O usuário provavelmente faria algo parecido de novo?
□ 50%+ do trabalho poderia ser sistematizado?
□ Descobri algo que o "Claude do futuro" não deveria redescobrir?
💡 Dica prática
Esse é o mesmo princípio de auto-melhoria que você vai ver em Taproot (6.2) e no /sessionend (6.3): capturar o trabalho em vez de deixá-lo evaporar. Roube essa ideia para qualquer skill sua — um bloco no fim que pergunta "isto se repete? quer que eu salve?".
O que você faz.
Padrão repetível.
Virar skill.
SKILL.md pronto.
⚙️ Benefício 3: nasceu em produção
O terceiro benefício é uma garantia de qualidade: cada peça da skill roda em frentes de negócio reais agora — foi construída em produção, não em teoria. Isso muda tudo na qualidade dos defaults, das regras de marca e da description.
Padrões de alto valor que a skill já cataloga
⚠️ Atenção: skill de produção tem regras de produção
Skills nascidas em produção carregam regras explícitas que você não inventaria no papel: protocolo de informação sensível (nunca aprender automaticamente dados financeiros, legais, de saúde), limites de canal, voz de marca travada. Ao escrever a sua, copie essa disciplina — restrições claras valem mais do que liberdade vaga.
Padrão de qualidade antes de entregar qualquer saída
- Especificidade — referencia o negócio real, não placeholders?
- Embasada em pesquisa — as afirmações vêm dos dados do recon?
- Acionável — cada seção termina com um próximo passo claro?
- Alinhada à marca — soa como a marca, não como consultoria genérica?
- Completa — inclui todos os itens do checklist da fase?
Não no slide.
Dados sensíveis protegidos.
Consistência de marca.
Checklist por fase.
🗺️ Detecção de fase: o comando escolhe o caminho
Como uma skill tão grande tem um único ponto de entrada sem virar um labirinto? Com uma tabela de detecção de fase. A skill lê o pedido, casa com a fase certa e se roteia sozinha. Se ficar ambíguo, faz uma pergunta de desambiguação — não um interrogatório.
Lê o pedido
"pitch X" → PROSPECT+PITCH · "brand book for Y" → BRAND · "build agent system" → OPERATE · "onboard Z" → todas em sequência.
Desambigua com uma pergunta
Se não der pra decidir: "Estamos prospectando, fazendo onboarding ou construindo operações?" Uma só. Nada de menu de 10 itens.
Roda a fase (ou a cadeia)
Cada fase pode rodar sozinha ou encadeada. No fim, a fase CAPTURE avalia se o que aconteceu vale virar skill.
💡 Padrão reutilizável
A "tabela de detecção de fase" é um dos truques mais úteis para qualquer skill com modos. Em vez de um if-else mental confuso, você dá ao Claude uma tabela Se o usuário diz → Fase → Ação. Ele casa o pedido e age. Copie essa tabela na sua próxima skill multi-modo.
Pedido → fase.
Só se ambíguo.
Fase roda sozinha.
Ou tudo junto.
🔁 Como usar na prática
Na prática, você aciona a skill por frases-comando. Cada uma dispara a fase certa; juntas, rodam a cadeia completa. Abaixo, prompts copiáveis para experimentar — adaptados para uso geral, sem amarrar a nenhuma marca específica.
pitch [nome do negócio] Pesquise o negócio (avaliação, concorrentes, o que os clientes procuram), encontre a "lane não reivindicada" dele e monte: uma landing personalizada, 3 PDFs (calendário de conteúdo, posicionamento, snapshot de mercado) e um roteiro de vídeo curto.
build brand book for [cliente] Conduza as 8 fases guiadas. NÃO pule fases nem assuma respostas: descoberta → missão → promessa → taglines → voz e tom → regras de vocabulário → bancos de frase por avatar → compilar. Confirme comigo a cada fase antes de seguir para a próxima.
capture this workflow Rode o checklist de detecção sobre o que acabamos de fazer. Se 3+ itens baterem, proponha uma nova skill: nome sugerido, o que incluiria e as frases-gatilho. Não construa ainda — só me mostre a proposta.
📤 Exemplo de saída
Recriação ilustrativa do bloco que o Workflow Spotter imprime ao detectar um padrão (não é um screenshot real):
💡 Personalize antes de usar de verdade
Para uso real, troque a voz de marca e os defaults pela sua identidade (cores de PDF, frase-assinatura, tom). A mega-skill foi feita para coexistir com a sua filosofia — não para impor a do autor original.
🏋️ Exercícios práticos
Mapeie suas fases
Pegue um trabalho seu que sempre segue a mesma ordem. Liste as fases (3 a 5) e escreva a tabela de detecção: "Se eu disser X → fase Y → ação Z".
Escreva o checklist de captura
Adapte o checklist de 6 perguntas do Workflow Spotter para o seu domínio. Defina o limiar (quantos itens precisam bater para sugerir uma skill).
Crie um SKILL.md rodável (mini mega-skill)
Escreva um SKILL.md de duas fases sob um comando só, com tabela de detecção e bloco de captura no fim. Esqueleto:
Salve em ~/.claude/skills/meu-pipeline/SKILL.md, abra o Claude Code e teste com "rodar acme".
📌 Resumo do módulo
Próximo módulo:
6.2 — 🧬 Taproot: árvore de skills (meta-skill)